Quem cuidou da Feira do Livro!

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Em 17 dias de Feira passaram cerca de 300 mil pessoas pela Praça Dante Alighieri. Escolas, instituições, grupos dos mais variados segmentos, artistas, escritores, equipes de trabalho, autoridades e visitantes em geral. Todas estas pessoas circularam com tranquilidade entre os livros graças ao trabalho da Brigada Militar e da Guarda Municipal. O trabalho destes profissionais é fundamental para a realização da Feira do Livro. Sem eles, seria impossível manter equipamentos, ambientes e estrutura sem que sofressem algum dano. Além disso, a segurança dos que trabalharam na praça, também foi preservada, já que as equipes envolvidas com a organização da Feira do Livro, ficavam até tarde da noite trabalhando, depois de passado o horário de fechamento das bancas. Durante o convívio com estes protetores foi possível acompanhar a beleza e as dificuldades com que encaram o dia a dia nas ruas. Todas as manhãs, quando a Coordenadora da Feira, Luiza Motta, chegava à coordenação para dar início às atividades, uma equipe da Brigada Militar e uma da Guarda Municipal vinha até ela para relatar como transcorreu a noite na Praça. Felizmente, tudo dentro da normalidade. Em uma manhã de sábado, a Soldado Hoisler fez o breve relato do andamento do trabalho. Em seguida, numa conversa informal a soldado conta que é graduada em Letras e que é uma leitora assídua e apaixonada, fala de suas preferências literárias e de como concilia a literatura e o serviço militar. A conversa rendeu. Simone dos Santos Hoisler, 27 anos, é natural de Santiago, RS, onde há uma base militar. O convívio com esta realidade despertou o interesse de Simone que entrou na Brigada Militar aos 18 anos, tendo que mudar-se para Canela, onde prestou serviço e fez estágios em escolas da cidade. Mas a paixão pelas letras não foi deixada de lado e ela ingressou na Faculdade de Letras na UCS. Foi aí que a jovem policial veio em definitivo para Caxias, onde atua até hoje no setor administrativo da corporação. Simone é casada com um policial militar e tem uma filha. Ela conta que o marido não tinha o hábito da leitura mas que, com o tempo, ela foi descobrindo bons livros sobre lutas, assunto favorito do esposo. Ganhadora de um concurso literário nos tempos de escola, Simone ganhou, aos 16 anos, uma viagem para Santa Catarina, prêmio que nunca esquece e que fala com orgulho. Sua biblioteca particular é composta por cerca de 150 livros, “no último levantamento”, brinca ela que adora filosofia, é apaixonada por Machado de Assis e atualmente lê Laurentino Gomes. Seu conhecimento na área das letras é repassado aos colegas militares. Hoisler ministra cursos de formação de soldados que abrangem disciplina, expressão oral e escrita e revisão de assuntos do ensino médio. Mesmo que para ingressar na brigada seja obrigatório o ensino médio, muitos policiais têm cursos de graduação e, como Simone, dividem seus conhecimentos com os novos soldados recém chegados. Desde fevereiro morando em Caxias do Sul, a policial diz que a maioria das ocorrências acontecem com jovens e adolescentes, na grande maioria por envolvimento com drogas. Ela acredita que a literatura é uma grande aliada na ressocialização destes jovens. A Guarda Municipal também é grande aliada nestas ações de conscientização do uso de drogas, além de zelar pela segurança dos espaços públicos. O Diretor da Guarda, Sebastião Freitas da Silva, também em uma das visitas de rotina à coordenação da Feira, falou dos projetos desenvolvidos junto às escolas da cidade e sobre a biblioteca que os agentes mantêm na central. Com recursos do Governo Federal, a biblioteca funciona há três anos, com sistema de empréstimos, que permite ao agente levar o livro para casa e compartilhar a literatura no ambiente familiar. O hábito da leitura é comum na Guarda Municipal, que tem no efetivo profissionais graduados em diversas áreas, desde engenharia, direito, economia, educação física, contabilidade e dois graduados em Letras. Um deles, Antônio Flávio Teixeira, escreveu dois livros infantis, Muli, o tatu voador e Muli e os três deveres, livros que inclusive estão no acervo da Biblioteca da Estação. Essa qualificação dos agentes também é aproveitada nos cursos de reciclagem. No próximo ano haverá novo concurso para a guarda com nova exigência: o segundo grau completo. Atualmente é necessário somente o primeiro grau. Com isso, segundo o Diretor da Guarda, esperam que novos profissionais, ainda mais qualificados, possam ministrar também as oficinas de formação de agentes. Sebastião afirma que “a literatura agrega conhecimento e é de fundamental importância para os agentes, inclusive no trato com a comunidade” A responsabilidade não é só com a segurança nas ruas, mas também nas escolas, desenvolvendo a CIPAVE (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar), com palestras e oficinas para professores e alunos com informações sobre cidadania, segurança pública, combate às drogas e à violência. Os 50 agentes que atuam neste projeto passaram por um treinamento prévio e são capacitados para estas ações. A segurança da população não se dá somente repreendendo, autuando ou prendendo os envolvidos. Ela começa em casa, na sala de aula, com educação e livros num ambiente de afeto e respeito. É preciso formar cidadãos conscientes e atuantes na prevenção dos problemas sociais. Os projetos mostrados aqui cumprem este papel, apesar das limitações tanto de efetivo como de estrutura. Superar as expectativas e pensar no bem estar de todos é uma atitude louvável que deve ser reconhecida e apoiada por toda a comunidade caxiense.

Caxias ama livros e Melodia

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          Mais um ano se passa e a magia se encerra. A 27ª Feira do Livro de Caxias do Sul chegou ao seu fim nesse domingo (16). A Praça Dante Alighieri, coração da cidade, estava colorida, animada, repleta de sorrisos, palavras e diversidade e de leituras. Foram 34 bancas gerais e nove infantis, somando 43 bancas, verdadeiros jardins de cultivo de livros.

O público de quase 340 mil pessoas, atraído pelos livros, pelas atividades diversas e pelos ambientes confortáveis, transformou cada programação em um momento inesquecível. O Café Literário, além do bom café, deu espaço ilimitado para a leitura. Foram 10 edições do Venha Ler Comigo que dominou o ambiente com muita conversa e poesia. A Sala de Autógrafos e o Auditório receberam grandes nomes da literatura, aproximando cada vez mais o leitor de seus ídolos tão inspiradores. As 52 sessões e os 13 bate-papos foram prestigiados por um público participativo e emocionado.

O espaço mais visitado por curiosos e aclamado por ser uma grande novidade foi o Leiturário. Um cantinho em meio aos livros, idealizado sobre o chafariz da Praça, foi considerado muito aconchegante e confortável para uma boa leitura. O espaço também oportunizou 20 apresentações de músicos caxienses no Break Musical e no Happy Hour, que animaram ainda mais os visitantes.

Os projetos do PPEL, como Passaporte da Leitura e o 18º Encontro Estadual/PROLER, também levaram um público significativo à Feira. As 27 escolas públicas da cidade e a Penitenciária Industrial de Caxias do Sul puderam ter contato com escritores e suas obras e desenvolveram projetos de incentivo à leitura. Todas as 300 inscrições para o PROLER foram preeenchidas, além das 5 feitas na hora, momentos antes de iniciarem as oficinas. Além da experiência e do aprendizado adquiridos os participantes ainda puderam assistir à palestra de Tânia Zagury na abertura do Encontro.

O espaço infantil também teve uma programação intensa e de grande qualidade. Com 66 contações de histórias, o espaço do palco infantil esteve sempre movimentado, além do espaço do SESI que atraia a criançada com a variedade de atividades disponíveis para os pequenos. A Biblioteca da Estação esteve presente na Praça sob o olhar cuidadoso e receptivo da SMED, que teve papel importante na recepção da escolas e no desenvolvimento de diversas ações.

Luiz Melodia foi quem encerrou a Feira do Livro emocionando ao público que ocupou inclusive o Leiturário para assistir ao show. Suas composições poéticas e cheias de sensibilidade levaram às lagrimas grande parte das pessoas. O público foi ao delírio quando Melodia cantou Pérola Negra, além do bis que veio com Negro Gato e Codinome Beija-flor.

A Feira do Livro surpreendeu a todos, com cerca de 340 milvisitantes, trazendo a certeza de que já faz parte da história literária da região. Nos 17 dias de Feira, foram vendidos 84.569 millivros, superando todas as expectativas, e chegando a um aumento de 14,5% em relação ao ano de 2010. Esta Feira do Livro é um um marco na cena cultural da cidade e certamete vai deixar saudade!!!

   

Minha Querência amada, a Feira do Livro

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As tradições gaúchas se expandem na Feira. No domingo (16), último dia da festa dos livros, a Querência da Poesia Xucra realiza seu terceiro encontro, às 10h, no Auditório da Feira.

A Querência da Poesia Xucra é uma associação de poetas, escritores e declamadores, fundada em 1994, na cidade de Caxias do Sul. Com o objetivo de preservar a escrita e a arte declamatória nativista, participando de palestras, seminários e outros eventos, organizaram também um festival de poesia profissional, sendo o primeiro na Serra Gaúcha.

Até Logo ao Venha Ler Comigo

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As conversas literárias deixaram a Feira do Livro repleta de cultura, literatura e muito conhecimento. Mais uma atração está se despedindo da comunidade até o ano de 2012: o Venha Ler Comigo. Com o objetivo de unir escritores, professores e interessados em um único ambiente, discutindo interesses literários, o Venha Ler Comigo conquistou a comunidade com seu formato interessante e descontraído.

Neste sábado (15), os poetas Fabiano Finco e Paula Corrêa participam dessa atividade, e encerram com a Sessão de Autógrafos da escritora, o livro As calotas não me protegem do sol, às 19h no Café Cultural da Feira.

Divulgação Graziela Oliveira

Poeta, jornalista e baterista, Fabiano Finco escreve para o jornal Pioneiro há 12 anos, onde estreou a coluna e o blog Rodar.

Paula Corrêa é poeta e começou a escrever publicando o seu primeiro livro, In vitro, que aborda as dores do cotidiano e do amor.

Sessões de Autógrafos: fechando com chave de ouro

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Esta é a última oportunidade para você encontrar seu admirado escritor e ter o privilégio de um autógrafo. As Sessões de Autógrafos se despedem na 27ª Feira do Livro, fechando mais um ano de muito sucesso e emoção.

Confira as Sessões para sábado e domingo:

Sábado (15)

15h – Lançamento e Sessão de Autógrafos da obra “Diário de um Professor”(Orquestra Editora) , de Otávio Rojas. Local: Auditório

15h30 – Sessão de Autógrafos da obra “Chegaram os americanos”(Modelo de Nuvem), de Paulo Ribeiro. Local: Café Cultural

16h– Lançamento e Sessão de autógrafos da obra “Elis, mãe de dois mundos” (Maneco), de Laurindo Hentz. Local: Sala de Autógrafos

17h – Sessão de Autógrafos do Livro/Box Set dos músicos do grupo caxiense Apocalypse. Local: Café Cultural

17h – Lançamento e Sessão de Autógrafos da obra “Tudo é Passageiro”(Maneco), de José Mário Aguzzoli. Local: Sala de Autógrafos

Domingo (16)

16h – Sessão de Autógrafos da obra “Vi um bicho genial lá no fundo do quintal”(Ed.Mediação), de Sylvia Roesch. Contação da história pela autora. Local: Palco Infantil

16h – Sessão de Autógrafos da obra “Emanuela 28 de outubro”(Lorigraf), de José Leandro dos Santos. Local: Sala de Autógrafos

O canto domina a Praça

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Caxias do Sul: a cidade da cultura. A cidade tem opções para quem estiver interessado, seja em dança, música, teatro ou artes.

Criado em 1986, o Coral Municipal de Caxias do Sul, promove e torna pública a expressão cultural, interpretando diversos repertórios e homenageando nomes famosos de todas as épocas. Conhecidos em vários países da América do Sul e Europa, os cantores já dividiram o palco com a Orquestra Sinfônica da UCS, Cia Municipal de Dança e Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul. Sob a regência da maestrina Cibele Tedesco, o Coral consiste em, além do canto, uma performance cênica, uso de figurinos, cenários e iluminação, enriquecendo a arte e aproximando o público do grupo de artistas.

Divulgação Graziela Oliveira

 

A atividade com o Coral Municipal, acontece no sábado (15), às 16h, no Palco Central da Feira do Livro.

Divulgação Graziela Oliveira

Gauderiando na Feira

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As culturas se encontram em plena Feira do Livro. A mistura revela identidades diferentes, como por exemplo: a do gaúcho. Miscigenação da colonização européia com raízes de povos indígenas que habitavam os pampas, o povo do Rio Grande do Sul transpira cultura, tradição, com suas danças, vestimentas, o clássico chimarrão, o sorriso sincero vindo com um sotaque inigualável.

Para nos falar um pouco mais sobre essa cultura, o professor universitário Luís Augusto Fischer participa da Feira com o Bate-papo A sabedoria gaúcha em frases definitivas. O professor de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da UFRGS inspirou-se em livros direcionados à cultura, e principalmente, na linguagem gauchesca ao publicar o Dicionário de Porto-Alegrês. Sua conversa com a comunidade caxiense, com a participação da Mestre em Letras pela PUC e professora de Letras e do Programa de Pós-graduação em Letras, Cultura e Regionalidade, Lisana Bertussi, acontece no sábado (15), às 17h, no Auditório da Feira do Livro.

 

Divulgação Graziela Oliveira

 

Divulgação Graziela Oliveira

Luiz Melodia: poesia e boa música

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Passada a boemia cultural do Madrugadão/Cabaré Literário, é preciso retomar o fôlego para o show de encerramento da 27ª Feira do Livro com Luiz Melodia. O carioca faz show neste domingo após a solenidade de encerramento da Feira, às 18h30min. Suas composições cheias de poesia marcam sua trajetória de mais de 40 anos de sucesso. Canções como Estácio, eu e você e Pérola Negra emocionam o público até hoje e atraem cada vez mais admiradores. O último dia de Feira do Livro não poderia terminar em clima mais agradável, com poesia, boa música e a sensibilidade de um artista como Luiz Melodia.

Letras rosadas

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A Praça Dante Alighieri ganha o colorido do Outubro Rosa. O Palco Central da Feira do Livro está iluminado pela luta contra o câncer de mama. A iniciativa de iluminar prédios públicos e cartões postais da cidade iniciou nos Estados Unidos na década passada, com o intuito de chamar a atenção sobre a luta contra a doença. A cor rosa remete à campanha, que visa alertar para a importância do diagnóstico precoce.

Liberdade de expressão

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Durante a Feira do Livro, o Programa Permanente de Estímulo à Leitura dá andamento ao Projeto Passaporte da Leitura. Na quinta-feira (13), a atividade foi com o escritor caxiense Leandro Angonese que esteve na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul, para encontrar alunos do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos Novo Horizonte. Os detentos fizeram releituras das obras do autor, Oração de um ateu e Pá de cata-vento. Novos poemas surgiram, cheios de sentimentos dos que estão privados de liberdade. Belas palavras em uma dura realidade. Mas quem os teria auxiliado, incentivado à leitura e a realização destes trabalhos? Uma equipe de professoras da escola que tem como tema Todos têm chance de recomeçar. Entre elas está a professora, escritora e amiga Maria Helena Balen, que ministra oficinas literárias aos detentos. A farroupilhense de nascimento e caxiense por honraria tem dedicado os seus últimos anos aos apenados do presídio, acreditando na ressocialização por meio da educação e da literatura. Enquanto o escritor Leandro Angonese aguardava para encontrar com os alunos, que frequentam a escola espontaneamente, Maria Helena comentava que “em sua grande maioria, os reclusos estavam ali pelo envolvimento com drogas”. Uma situação que assombra a humanidade diariamente, mas que pode ser revertida se todos compartilharem a semente da esperança, cultivando livros e florescendo ideias. Neste sábado (15), Maria Helena conversa com alunos da Educação de Jovens e Adultos – EJA , às 10h, no Auditório da Feira para tratar deste assunto, defendendo que a literatura pode ser uma ação transformadora das questões sociais.